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Resenhas

Aeon Prime: Expertise e transmutação do Heavy metal Brasileiro

Domingo | 5 de junho de 2016
por Romulo Carlos

 Future Into Dust – Aeon Prime

2016 – Independente/Nacional

 

Banda:
Yuri Simões (guitarra)
Felipe Mozini (guitarra)
André Fernandes (baixo)
Rafael Negreiros (bateira)
Michel de Lima (vocal)

Observação: Anderson Alarça (baterista do Liar Symphony) gravou a bateria do álbum, Rafael Negreiros entrou na banda logo após as gravações.
 

Faixas:
1. Coliseum
2. Future Into Dust
3. Revolving Melody
4. Ghost
5. The Commandments
6. Deadly Sacrifice
7. About Dreams and Lies
8. Newborn Star
9. In Gold W eTrust
10. In The Depths Of Me


O Quinteto Aeon Prime,vem da cidade de Guarulhos/São Paulo,velhos conhecidos do underground,iniciaram a carreira em 2008 sob o nome de SCARIOTH. Depois de muita luta,problemas de mudança de formação e um EP na bagagem "The Poet and the Wind" ( 2010),a banda está lançando seu primeiro álbum completo.

Iniciamente a banda se apoia no heavy metal tradicional/clássico,mas durante a audição das 10 faixas,nota-se que a diferença entre uma música e outra vai diluindo todo o conceito que eu tinha sobre o estilo da banda e posteriormente do disco. É Lógico que lá estão canções charmosas,cheias de riffs de guitarra e bateria em boa sintonia com o vocal e o encaixe perfeito do contrabaixo. As linhas vocais fogem da mesmice,assim como as faixas que se diferenciam e outros subgêneros vão surgindo pelas entrelinhas.

Fica até difícil indicar qual faixa se destaca,pelo conteúdo da obra,muitos vão optar pela faixa de abertura “Coliseum”,que é sensacional (talvez pela introdução acústica),mas há outras que são muito bem conduzidas e executadas com uma capacidade técnica incrível,adicionando elementos e características de hard rock em algumas passagens.

As ótimas “Newborn Star”, as alternâncias de ritmo da faixa título,a simplicidade de “In The Depths Of Me”, faz com que fiquemos ainda mais admirados com a capacidade que a banda tem de diversificar,sem perder a qualidade sonora e instrumental. Mas a melhor de todas fica para a viajante “Revolving Melody”,com seus seis minutos e cinquenta e seis segundos,começa bem tranquila e vai sendo dosada até chegar ao ápice e mostrar a que veio,uma viagem sonora muito bem conduzida. E essa expertise do grupo é o que mais chama a atenção: não cabe aqui classificar o som como uma releitura do heavy metal clássico de décadas passadas,mas sim de um giro de 360 graus sobre coisas já feitas anteriormente,mas sobre uma ótica da banda e com capacidade autoral acima da média,onde agressividade e melodia caminham lado a lado.

Méritos para o grupo em si, e para o guitarrista e produtor Pedro Esteves (Liar Symphony),que soube captar muito bem todos os instrumentos e fazer um trabalho recheado de boas canções,proporcionando ao ouvinte uma viagem ao mundo encantado da música de qualidade, e deixando que os riffs e a voz de Michel Lima fique martelando em nossa mente por muito tempo.Faça essa viagem,vale muito a pena!

Contato:[email protected]

 

Links Relacionados:

www.aeonprime.net

www.facebook.com/AeonPrime

www.metalmedia.com.br/aeonprime

 

 

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